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O Alquimista de Gelo.

By 12:55

Peter caminhava pelas ruas da cidade central. A tatuagem recém-feita doía na palma de sua mão. Seu relógio de prata pesava no bolso de sua jaqueta, e mesmo com tudo isso, ele tinha um sorriso estampado em seu rosto.

 Ele era conhecido como o Alquimista de Gelo, já que sua especialização era transmutar o ar em água, e esta em gelo. O círculo de transmutação que fez em sua mão indicava que ele não tinha visto a verdade. Estudara a alquimia desde seus 6 anos de idade, e agora estava com 15. Já era normal para o exército, desde que Edward Elric o fez, que crianças se tornassem Alquimistas Federais.


O garoto ouviu gritos, e saiu correndo até um beco, aonde dois homens que seguravam objetos pesados prendiam uma garota. O que os bandidos não tinham visto, porém, era a luva que a mulher vestia.


Peter tinha herdado de sua mãe a habilidade Hawk Eyes, que também era a origem de seu sobrenome. Quando era ativado, seus olhos mudavam de cor, e ele conseguia enxergar de muito longe, ou ver pequenos detalhes e coisas ocultas. Na luva da mulher existia um círculo de transmutação, poucos o enxergavam pois era formado de pequenas linhas que eram muito parecidas com as que formavam a luva, então ela se ocultava.

A mulher não estava assustada, apesar de ter gritado, provavelmente de susto. Um dos homens era musculoso e segurava um tacape de ferro. A garota, que parecia ter a idade de Peter encostou a luva no chão, e o mesmo se transformou num punho que empurrou o homem para longe. O segundo avançou.


Peter o derrubou com a água que criou reunindo as moléculas úmidas que estavam no ar ao seu redor. 

— Tudo bem? — Peter perguntou. 

— Você é... 

— Ice Alchemist. — Disse. — Peter. Pode me chamar assim. 

— Não creio que terei que lhe chamar de algo, já que não lhe verei outra vez. — A mulher afirmou, com toda a certeza.

— E porque pensa assim? — Peter questionou, pronto para ir embora.

— Por que eu lhe matarei! — A luva da garota brilhou, e ela tocou no chão mais uma vez, fazendo com que vários pilares de terra se formassem, prendendo Peter no ar. — Assim que meus superiores chegarem.

— Quem é você? — Peter perguntou, não muito assustado. 

— Sou a 219. A primeira Bánren. — Bánren era o nome dado aos homúnculos da nova geração, agora que os antigos, assim como o Pai, tinham sido derrotados. Um grupo de pesquisadores desenvolveu uma pedra filosofal mais simples de ser feita e também mais poderosa.

— Achei que eram apenas mitos... — O garoto murmurou. Criava pequenas gotas de água, que escorriam por todos os pilares horizontais.

— Posso provar que digo a verdade. — Ela diz, criando uma lança no ar, a partir de nada.

— Você... Isso é impossível! A lei da troca equivalente! — Gritou, assustado. Aquilo parecia impossível.

— Esta lei antiga? — Ironizou. — Só falta me dizer que é impossível eu ser imortal. — Continua, cortando o próprio pescoço com a lança. Peter ficou boquiaberto, mas a cabeça se formou novamente. As fibras, ossos, tudo voltou ao seu devido lugar ao mesmo tempo em que a cabeça sumiu do chão.

A água já cobria boa parte dos pilares de água, então Peter poderia destruí-los com muita facilidade.

— Tudo bem, já ganhei tempo suficiente. — O garoto disse, falando com alguém que estava próximo. Então desconstruiu os pilares com a água que tinha formado, e se libertou. — Não tenho medo de você, seja um homúnculo ou um bánren.

— Que bom. — A mulher disse, avançando. Chamas apareceram na frente de Peter, impedindo a mulher, que recuou. — O quê..? — Ela procurava pelo autor daquilo, mas o único alquimista de chamas ainda vivo era...

Roy Mustang apareceu atrás da mulher, e começou a atacar, estalando os dedos e criando chamas.  Seus cabelos estavam grisalhos e sua jaqueta do exército parecia toda rasgada. Não estava em seus melhores dias, afinal seu rosto estava cheio de arranhões.

A mulher as redirecionava com a lança, que parecia ser muito resistente. Peter se aproximou rapidamente, e fez brilhar o círculo alquímico em sua mão ao encostar nas costas da mulher, a congelando. As chamas pararam, e era possível ver as pessoas se aproximando, apesar de não ter nenhum guarda.

— Nossa, o que aconteceu com você? — Peter perguntou, vendo seu pai em péssimo estado. Ele nem percebeu a multidão que se formava na saída dos becos.

— Tive probleminhas com alguns bandidos. Talvez ainda dê para pegá-los. — Roy sugeriu, e saiu correndo, empurrando as pessoas no caminho. Peter foi atrás, deixando a mulher congelada ali mesmo. Com a quantidade de poder que usou, ela ficaria ali por muito tempo, e ele não faria mais alquimia pelo resto do dia.

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1 comentários

  1. muitos parabens pela fanfict simplesmente adorei!! Sou um grade fa de fullmetal alchemist e fiquei espantado com o aproveitamento da alquimia do gelo. se tiver mais capitulos escritos peço por favor para publicar e se nao tiver espero sinceramente que este comentario seja um impulso para sequela!

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